TepMed | Planos de saúde

Plano de Saúde: riscos e melhores medidas para combater fraudes

Especialista em Finanças e CEO da Tepmed, plataforma de gestão financeira para clínicas e hospitais, explora como a adoção da tecnologia e conhecimento ético no setor podem protegê-lo de práticas fraudulentas

Apesar da saúde ser um dos setores mais importantes da sociedade, as falhas em processos de gestão financeira ainda são responsáveis por afetar diretamente as operadoras de planos nesta área, que por ser suscetível a fraudes, pode gerar prejuízos milionários. Segundo a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), nos últimos cinco anos, as operadoras brasileiras ingressaram com mais de quatro mil denúncias e ações cíveis contra fraudadores. Apenas em 2023, foram cerca de dois mil casos, representando um aumento de 66% em relação a 2022.

De acordo com o Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), os prejuízos causados por fraudes e desperdícios custaram até R$ 34 bilhões às operadoras ao longo de 2022, em sua maioria relacionados a procedimentos médicos não realizados, exames e internações falsas, além de cobranças indevidas. Mas, diante desse cenário, Fabio Hagime, especialista em Finanças, CEO e fundador da Tepmed, plataforma de gestão financeira para clínicas e hospitais que atuam com planos de saúde, destaca a importância do compliance como uma estratégia de prevenir crimes contra o sistema financeiro e garantir a sustentabilidade do mercado.

“O compliance é capaz de assegurar a integridade e a transparência das operações, além de proteger as instituições de práticas ilegais que possam comprometer a sua reputação e a qualidade dos serviços prestados. Com a implementação de políticas e controles internos eficazes, as clínicas e hospitais podem reduzir significativamente os riscos de ações fraudulentas, evitando prejuízos e danos à sua imagem”, afirma Fabio Hagime, CEO e fundador da Tepmed.

Segundo o executivo, os esquemas mais comuns cometidos contra os planos de saúde e o sistema financeiro nacional incluem fraudes em instituições, evasão de divisas, operações não autorizadas pelo Banco Central e uso de informações privilegiadas. Além disso, também é recorrente o “Pix bate e volta”, em que a clínica realiza um Pix e o paciente devolve o valor para gerar um falso comprovante de pagamento, e, por fim, o cancelamento de transações no cartão de crédito, onde o paciente busca obter um comprovante de quitação irreal.

A má gestão e a ausência de controles internos são fatores determinantes para a ocorrência desses crimes, entretanto, o compliance é capaz de assegurar o funcionamento das operações, como destaca Hagime. “A saúde é uma área sensível, e a confiança entre médicos, operadoras e pacientes é essencial. As fraudes prejudicam a credibilidade e impactam negativamente a assistência da população, sem contar as punições severas, incluindo penalidades, sanções criminais, perda de credenciamento e até prisão. Com isso em mente, o investimento em compliance nos permite controlar regras e procedimentos que garantem a integridade das operações”.

Desde o ano passado, a Tepmed se destaca no mercado como uma solução eficiente para o financiamento e a antecipação de recebíveis, auxiliando clínicas e operadoras no combate às práticas criminosas e contribuindo para a diminuição de glosas para os pacientes. Além de oferecer uma linha exclusiva de subsídios para ajudar no fluxo de caixa, a startup dispõe de um Departamento de Compliance atuante e um atendimento disponível para apoiar a equipe nas rotinas operacionais, cumprindo rigorosamente as obrigações legais das operadoras e configurando-se como uma aliada na promoção da transparência no setor.

Além de combater fraudes, a ferramenta também é crucial para conscientizar e treinar profissionais de saúde sobre as consequências legais e éticas de condutas irregulares. “Com a crescente digitalização dos processos, é fundamental que as instituições adotem soluções tecnológicas que garantam a integridade e a segurança das informações, evitando práticas ilegais e não éticas. Porém, ainda é preciso que os gestores e colaboradores estejam cientes das normas do setor para prevenir irregularidades e promover uma cultura responsável. Dessa forma, as instituições podem usar a nossa plataforma para conciliar pagamentos, antecipar recebíveis, controlar a inadimplência, gerenciar reembolsos e monitorar as movimentações financeiras de forma automatizada”, conclui Hagime.

Posts Similares

  • Queimadas e seca: Saúde anuncia tendas para hidratação e nebulização

    Anúncio foi feito pela ministra Nísia Trindade Tendas de atendimento para hidratação e nebulização serão instaladas em estados e municípios brasileiros fortemente afetados pela fumaça proveniente de queimadas, pelo calor e pela seca. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pela ministra da Saúde, Nísia Trindade. “Estamos trabalhando ativamente frente a dois problemas simultâneos que…

  • 17 fabricantes de produtos odontológicos representarão o Brasil na AEEDC

    Feira será realizada em Dubai em fevereiro de 2024 e impulsionará a produção nacional no mercado externo São Paulo, fevereiro de 2024 – A indústria odontológica brasileira ganha cada vez mais reconhecimento no mercado internacional. Essa realidade é percebida por meio da participação das marcas nacionais em feiras estrangeiras voltadas ao segmento, sendo uma das principais…

  • Médicos elaboram guia de atendimento emergencial para pacientes bariátricos

    Iniciativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica apresenta diretrizes indicadas por cirurgiões pensando nas especificidades de quem passou pelo procedimento Em todo Brasil, 74.696 cirurgias bariátricas foram realizadas, seja pelo SUS, convênio médico ou de forma particular, ao longo de 2022. E, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e…

  • Prejuízo das operadoras de saúde aumenta em 50% no 1º trimestre

    O começo de 2023 se mostrou desafiador para as operadoras de saúde no Brasil. Levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostra que houve um aumento de 50% no prejuízo operacional dessas companhias no primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado.“Os resultados do primeiro trimestre vieram piores do que…

  • Verão pode aumentar o risco de cálculo renal

    Dados da Sociedade Brasileira de Urologia demonstram que a incidência da doença nessa época aumenta, em média, 30% na comparação com outros períodos do ano. Médico Urologista explica que mudanças de hábitos durante as férias, como menos ingestão de água e maior consumo de álcool, favorecem a maior ocorrência do problema Chegou o verão, temporada…