O Hospital Estadual de Trindade (Hetrin) alerta sobre os riscos da automedicação com vitaminas. A suplementação deve ser orientada por profissionais para evitar problemas de saúde.

Suplementação de vitaminas sem orientação médica pode trazer riscos à saúde, alerta Hetrin

A suplementação só deve ser realizada após avaliação médica e, quando necessário, confirmação da deficiência por meio de exames

Embora sejam fundamentais para o funcionamento adequado do organismo, as vitaminas devem ser consumidas com cautela. Tanto a deficiência quanto o excesso desses nutrientes podem comprometer a saúde. Diante do aumento da procura por suplementos vitamínicos, muitas vezes influenciada por informações disseminadas nas redes sociais, o Hospital Estadual de Trindade – Walda Ferreira dos Santos (Hetrin) alerta para os riscos da automedicação e reforça que a suplementação só deve ser realizada com orientação profissional.

A rotina corrida, associada a hábitos alimentares inadequados, pode favorecer sintomas como cansaço, fraqueza e indisposição. No entanto, esses sinais nem sempre estão relacionados à falta de vitaminas. Segundo a médica do Pronto-Socorro do Hetrin, Natália Sardinha, é indispensável investigar a causa dos sintomas antes de iniciar qualquer suplementação. “A suplementação deve ser indicada apenas quando há uma deficiência comprovada. O médico avalia o quadro clínico do paciente e, quando necessário, solicita exames para confirmar a necessidade da reposição. Em muitos casos, uma alimentação equilibrada já é suficiente para suprir as necessidades do organismo”, explica.

A profissional destaca que os idosos merecem atenção especial. Com o avanço da idade, alterações fisiológicas, como mudanças no paladar e no olfato, podem comprometer a alimentação e a absorção de nutrientes. Além disso, há maior necessidade de proteínas, redução da biodisponibilidade da vitamina D e menor absorção de vitaminas como a B6, tornando o acompanhamento nutricional ainda mais importante.

Uso indiscriminado pode causar danos

Segundo levantamento da Interplayers, o mercado brasileiro de vitaminas e suplementos registrou crescimento de 42% em faturamento entre 2025 e 2026, mas Natália alerta que o consumo excessivo de vitaminas também representa riscos à saúde. “Muitas pessoas acreditam que, por serem vitaminas, não há perigo no uso contínuo ou em altas doses. No entanto, o excesso pode causar intoxicação e sobrecarregar órgãos como fígado e rins”, ressalta.

Outro ponto de atenção é a influência das redes sociais, onde circulam recomendações sem respaldo científico prometendo benefícios como fortalecimento da imunidade, melhora da disposição, rejuvenescimento e crescimento dos cabelos. “Seguir essas orientações sem avaliação médica pode levar ao consumo desnecessário de suplementos e trazer consequências para a saúde. Antes de iniciar qualquer vitamina, é fundamental buscar orientação de um profissional para garantir um tratamento seguro e eficaz”, finaliza a médica do Hetrin.

O Hospital Estadual de Trindade (Hetrin) alerta sobre os riscos da automedicação com vitaminas. A suplementação deve ser orientada por profissionais para evitar problemas de saúde.

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